domingo, 10 de junho de 2012

Narscisinha

Amanda Farias


Os teus cabelos negros arrumados perfeitamente adentro dos cachinhos arranjados pro vento ultrapassar, dar vertigem em que vê, levar de mundo afora, as delicias daquele cheiro.  Chegara a ser cruel o quanto implorava para dar-lhe mais carência. De que? A perguntavam, e sempre tinham como resposta um risinho arasador. Cheiro de flor quando ri, se descabela, e volta a arrumar os cabelos, se recompor, retocava o olhar mal encarado, visto que eram tão sem jeito, como a graça de estar só olhando, e beirando algum paraíso quase sempre impossível, num sonho invísivel, da calvagada triste de um principe principe perfeito. ‘’Ah, mas ela era uma flor tão orgulhosa...’’

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